Construir pontes de acesso entre crianças e adolescentes e a arte, é com essa missão que o projeto Pé de Feijão foi criado em 2016. A primeira edição do Pé de Feijão contou com a realização de dois importantes espetáculos.
O primeiro, "Remendo Remendó", encenado pela A Outra Cia de Teatro, levou elementos da cultura popular nordestina para crianças e adolescentes. Montada pela primeira vez em 2002, a peça já foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro na categoria de melhor espetáculo infantil.
Já o segundo espetáculo “Da ponta da língua à ponta do pé”, produzido pelo Núcleo Viladança, é voltado para o público jovem e faz um passeio pela introdução ao conhecimento sobre a dança enquanto uma atividade artística e profissional.
Durante a 1ª edição, mais de 2.600 pessoas compareceram aos oito dias de apresentações dos espetáculos. Um total de 681 crianças e adolescentes participaram das 17 oficinas ocorridas nas instituições.
Ainda em sua 1ª edição, o projeto realizou 16 apresentações artísticas de dois espetáculos para 34 escolas, organizações comunitárias, ONGs, entre outras instituições de Salvador e Região Metropolitana.
Nas edições de 2023 e 2024, o Pé de Feijão retomou suas atividades após o período da pandemia da Covid-19. Foi neste momento que o projeto ganhou um importante parceiro, isso porque, o Pé de Feijão foi selecionado pelo edital Transformando Energia em Cultura do Instituto Neoenergia.
Outra novidade daquela edição foi a contação de histórias nas escolas. Atualmente, essa é uma das ações centrais do Pé de Feijão. Ao longo da edição de 2023 e 2024, crianças e adolescentes tiveram a oportunidade de assistir às contações de histórias nas salas de aulas. Foi realizado ainda uma preparação para a ida das crianças e adolescentes ao teatro, com informações disponibilizadas sobre os espetáculos que eles iriam assistir.
Ao todo foram realizadas 24 apresentações no Teatro Vila Velha, Teatro SESC Senac Pelourinho e Goethe Institut. Foram desenvolvidas ainda 12 contações de histórias para estudantes de 120 escolas públicas e comunidades de Salvador.
Com a sede do Teatro Vila Velha fechada para reforma, a edição de 2024 do Pé de Feijão foi realizada com o apoio de instituições parceiras. No total, foram três espetáculos apresentados, com algumas sessões, acessível para pessoas surdas e com TEA (Transtorno do Espectro Autista). 12 sessões foram realizadas em dois teatros parceiros, no SESC Pelourinho e no Instituto Goethe.
A edição de 2025 do Pé de Feijão ganhou um novo fôlego ao integrar o projeto TEMPO: Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha, realizado em parceria com a Fundação Banco do Brasil.
No contexto do TEMPO, o Pé de Feijão se posiciona como a força que aponta para o amanhã. Iniciado em março de 2025 no Museu de Arte da Bahia, o TEMPO é uma proposta inédita de capacitação profissional e artística para jovens e adultos, ampliando a atuação educativa e social do Teatro Vila Velha. O projeto também preserva e ativa a memória do Vila, reafirmando o teatro como um organismo vivo, feito de histórias, de presença e de futuro.
Articulado a iniciativas já consolidadas, como a universidade LIVRE do Teatro Vila Velha e o acervo Nós, Por Exemplo, o TEMPO abraça o Pé de Feijão dentro do eixo FUTURO. É nesse espaço que o projeto floresce, fortalecendo práticas de mediação cultural, iniciação artística e ações de acessibilidade voltadas para a infância e juventude.
Por meio do Pé de Feijão, o TEMPO planta sementes que preparam novas gerações para crescerem cercadas de arte, curiosidade e possibilidades, projetando um futuro mais criativo, inclusivo e luminoso, onde cada criança possa carregar, no bolso, o começo de um mundo inteiro.
Ao longo de quase uma década, o projeto Pé de Feijão vem semeando transformação em Salvador e em diversas cidades da Bahia, movendo a cultura e a economia com a mesma força com que encanta crianças e jovens.
Já impactou diretamente 10.839 pessoas (entre crianças, adolescentes, mediadores e educadores) e alcançou 152 instituições, como escolas públicas, espaços comunitários e projetos sociais em suas quatro edições, levando experiências artísticas de qualidade a territórios que muitas vezes não têm acesso contínuo à produção cultural.
Com 58 apresentações em espaços emblemáticos como o Teatro Vila Velha, Subúrbio 360, Cineteatro 2 de Julho e Goethe-Institut, além de ações formativas no Museu de Arte da Bahia e na Aliança Francesa, o projeto reafirma seu compromisso com uma arte feita com cuidado, afeto e propósito formativo.
Nesse percurso, também gerou cerca de 200 empregos, fortalecendo a cadeia criativa local e impulsionando a cena cultural voltada para crianças na Bahia. O Pé de Feijão segue, assim, como um potente agente de mudança, nutrindo sonhos, ampliando horizontes e celebrando o poder transformador da cultura.